DAVI, FILHO DE CAROLINA
...só um blog !!
Incêndio na Capital Marilyn escrevia poemas Neve chegou ao estado
preciso aprender a ser filho
Minha filha está grávida
Outra foi morar em Floripa
Chove lá fora Agora Preciso aprender a ser pai O tempo torna as coisas urgentes E eu simplesmente Cada dia, menos sei Onde foram parar As certezas que carregava Em minha bolsa de couro cru No início dos anos oitenta? Preciso aprender a ser avô Preciso aprender a ser eu Preciso aprender Preciso!
No dia em que nosso amor morreu
você desceu as escadas de branco
e não senti o almíscar de teu perfume.
Na oportunidade finita do enlace
caminhaste descalça na chuva,
sobre o negro fumegante do asfalto
e não segui ao lado de teus passos,
dançastes uma valsa, o rosto para o céu,
a chuva e as lágrimas banhando teu rosto
eu sentado, nú com a minha dor,
na cama nem desfeita, nem composta.
Você sorriu para os transeuntes
e na retina de teus olhos o reflexo não era eu.
No dia em que nosso amor morreu,
o batom que esquecestes no toucador
quebrou, enquanto escrevia - te amo -
no vidro vagabundo do espelho do banheiro.
No dia em que nosso amor morreu
você saiu
eu fiquei,
tomei café preto,
comi uma fatia de pão com manteiga,
abri as cortinas da sala
iluminei meu coração.
Voltei a ser um,
voltaste a ser todas.
Marcadores: fim de amor
Venho desenvolvendo um antigo projeto de escrever uma história com mais fôlego! Cheguei a oitenta páginas e algumas dúvidas. Resolvi, então, partilhar esta experiência com os amigos blogueiros, porque é deles, afinal, que espero a opinião sincera sobre a qualidade do texto. Como penso que é um projeto que não casa com o espírito deste blog e que acabaria numa antropofagia, resolvi dar publicidade ao "As Asas do Trem de Ferro" em blog próprio, desta forma, conseguirei dar mais atenção ao "Caldo de Tipos", que, afinal, estará no próximo dia 28 completando três anos, tendo sido visitado, nos últimos vinte e quatro meses por (confiando-se nos contadores de visitas), 24.488 pessoas, o que acaba dando uma média de mil visitas por mês, números que, particularmente, considero ótimos. Tenho, ainda, um outro projeto, este mais ousado ainda, que é desenvolver uma espécie de realidade com ficção, traçando um paralelo com os tempos de ditadura no Brasil, da vida (esta sim uma história de fôlego) do meu amigo blogueiro, Pedro Aires. Como estou na fase do projeto, ainda não enviei, a ele, a forma como pretendo me apoderar de suas belíssimas memórias e, é claro, levar adiante se obtiver o seu aval.
Por tudo, solicito aos amigos uma visita ao http://www.umdiaotremvoa.blogspot.com/ , onde manterei a média de uma publicação a cada cinco dias e, aguardarei a opinião sincera sobre o andamento do texto, sua qualidade, falhas, etc..., reitero a necessidade de postar-se a opinião crua, porque não queremos aumentar a estatística de sub literatura, afinal de textos fracos as livrarias já estão cheias!!
Marcadores: corpo, gozo, Imaginação, sexo, tempestade
Dentro de mim
escuro,
profundo
e bravio,
que não corre para o mar.
Procuro em você
o meu eu,
para, egoísta,
que sou,
decifrar-me
e depois,
com todo o prazer,
devorar-te,
enfim.
Entre suspiros,
carícias e líquidos,
feito temporal
despeja lava,
o revolto rio,
em seu corpo terra
onde,
entre retalhos de amores
passados
desenho, milimetricamente
o mosaico
de nossa futura afeição.
Reta inexistente
em nosso curvo universo
paralelo.
Entre teu peito
e minha alma,
uma geodésica nos une,
segue o rio,
pelos finos sulcos
dos arrepios da pele.
(postagem 242 – ouvindo Djavan – “Oceano” – bebendo Pisco Peruano)